Dia 28 de abril (5º dia da viagem) – A partir desse dia, rotas todas
feitas com carro alugado.
1º dia da rota de carro em Portugal: LISBOA – SINTRA – CABO DA ROCA - CASCAIS – ESTORIL – LISBOA.
Uma boa dica que segui foi alugar o
carro já aqui do Brasil. Já é a segunda vez que contrato a Auto Europe (AUTO EUROPE).
Com certeza, a reserva antecipada gera um custo bem inferior. Aluguei um carro
automático com ar condicionado, quatro portas. Seria um Megane ou similar. O
valor ficou em 531,24 Euros para 17 diárias. Mais ou menos R$ 86,00 por dia. Em
Portugal, quando se aluga um carro por mais de cinco dias, deve-se entregá-lo o
mais vazio possível de combustível, porque ao final será cobrado o valor de um
tanque cheio, o que custou 101,00 Euros, o que corresponde a 1,68 Euros por
litro. O máximo que pagamos foi 1,42 Euros por litro e ainda restaram uns 10
litros no tanque. Se por um lado custou barato o aluguel, por outro, cobram bem
pelo combustível.
Sugere-se que, ao pegar o carro,
todos os sinais luminosos do painel sejam analisados e, em caso de dúvida,
perguntar ao atendente. Falo isso porque o carro era todo cheio de tecnologia a
acendia um monte de luzinhas e fazia uns sons que eu desconhecia. Não percebi
que o painel apontava “mudar óleo”. Percebi isso quando já estava a caminho de
Sintra. Fiquei preocupada com isso, pois teria pelo menos 3 mil km pela frente
em 17 dias. Cheguei a telefonar para a locadora, mas ninguém atendeu. Era domingo. Resolvi deixar isso para a volta a Lisboa, à noitinha.
Bom, o primeiro dia de viagem com
carro estranho em estradas estranhas, não foi assim tão moleza, não! Ainda
assim, continuo achando que vale muito o conforto de ir, vir e parar onde bem se entende. Não suportaria ir de ônibus ou trem e ter de andar muito mais a
pé, carregando mochila com equipamentos fotográficos e outras coisitas mais que
são necessárias para o dia.
A intenção do dia era primeiro ir a Estoril e Cascais e, então, para Sintra. Todavia, depois de errar o caminho umas três vezes
(tadinho do GPS!), ao passar por um túnel, o GPS perdeu o satélite e o “manter
a direita” não era assim tão à direita e dentro do túnel peguei a pista
errada e, óbvio, a rota foi recalculada para não sei quantos quilômetros mais.
Assim, o melhor foi ir para Sintra primeiro, já que a estas alturas, estava
mais fácil continuar na rodovia passando por Queluz em direção a Sintra. Aliás, foi bem melhor assim!
Sintra tem muita coisa linda para se ver e vale muito mais tempo lá do que em
Cascais e Estoril. Viva o GPS! Fez a rota melhor do que eu!
Não foi anda fácil esta primeira saída com o carro em Lisboa. Tem muitas pistas e o GPS confunde o motorista...
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| Primeira saída com o carro alugado em Lisboa. Destino: Cascais, mas... |
Depois de rodar um bocado, o melhor mesmo foi seguir as
placas para Sintra.
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| Agora runo a Sintra.... foi melhor! |
Como era domingo, o movimento de carros na entrada da cidade estava bem grande e o trânsito
praticamente parado. Com o carro, enfim, estacionado, rumo primeiro ao Palácio de Sintra, no Largo Rainha Dona
Amélia.
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| Ruas estreitas em Sintra, com trânsito. |
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| Sintra |
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| Palácio de Sintra |
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| Vista do Castelo dos Mouros a partir do Palácio de Sintra |
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| Fonte no Palácio de Sintra |
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| Sintra |
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| Sintra |
Depois da rápida visita ao Palácio
de Sintra, foi uma ótima opção ir ao Museu
do Brinquedo (Rua Visconde Monserrate, 26, pertinho do Palácio). Muito
interessante e dá para se divertir bastante vendo como as crianças brincavam bem mais
antigamente do que a minha idade...rs...
Fiz muitas fotos de muitos brinquedos, mas selecionei apenas estes para postar.
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| Lindas estas Barbies |
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| Não sei qual era mais linda! |
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| Brinquedos e bonecas antigas |
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| Guerrilhas antigas |
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| A Guerra foi brinquedo para as crianças da época... lamentável! |
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| Isso parece um playmobil com escudo |
Prosseguindo o roteiro, a intenção
era ir ao Palácio da Pena e Castelo dos
Mouros, mas creiam, foi bem complicado ir de carro. Uma estradela super
estreita e ainda veio um ônibus na contramão. Depois de encostar o carro a
menos de 5 cm do muro, o ônibus não conseguiu passar. O jeito foi tirar o carro
e enfiá-lo num bequinho do outro lado da estrada e aí, com pouquíssimo espaço o
ônibus passou por mim, quase arranhando. Os carros detrás optaram por voltar para trás até
conseguirem um espaço para o ônibus passar. Os motoristas portugueses disseram
“muitas e boas” para o motorista do ônibus. Afinal, se o ônibus voltasse,
precisava voltar apenas 80 metros de ré e todos passariam por ele. Quem disse
que ele fez isso?! De jeito nenhum e ainda achava que estava certo.
Logo depois deste bequinho à
esquerda (foto abaixo) o ônibus “entalou” entre o carro que eu dirigia e muro, no qual
praticamente encostei (não arranhei, não!), mas o espaço não foi suficiente.
Pedi para ele voltar só um pouquinho e consegui encostar o meu carro nesse
bequinho. Aí deu certo, com muito aperto e sufoco! Ufa!
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| Estrada de acesso ao Palácio da Pena |
Com todo o sufoco que passei (acho
que agora posso dizer que sou uma boa motorista!), entrei no estacionamento do Palácio de Seteais, fazendo uma rápida
visita e, não tive dúvida, deixei o carro ali mesmo e rumo a pé até a Quinta da Regaleira, desistindo de
subir até o Palácio da Pena. Aliás, segundo o que falaram, se o tempo estiver
curto, prefira a Quinta da Regaleira e deixe o Palácio da Pena e Castelo dos
Mouros apenas com a vista que se tem deles a partir dessa Quinta. A dica foi
ótima, porque foi tudo muito lindo na Regaleira e vale passar pelo menos duas
horas lá!
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| Aí está o carro estacionado no Palácio de Seteais |
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| Palácio de Seteais |
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| Detalhe do Palácio de Seteais |
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| Uma luminária com flores no estacionamento do Seteais |
Uma caminhada em descida íngreme de uns 500 metros (para voltar, subida!) e chega-se à Quinta da Regaleira. O custo da entrada é de 6 euros.
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| Às vezes subir e descer escadarias apertadas apavorava... rs... |
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| Lago na Quinta da Regaleira |
Depois da visita maravilhosa à
Quinta da Regaleira, não tinha mais jeito. Pegar o carro e seguir por aquela
estradinha estreita, pedindo a Deus que nenhum ônibus ousasse estar de novo no
caminho...rs... Não teve! Agora o destino era o Cabo da Roca. Imperdível!!!!
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| Ai... que não venha um ônibus na via contrária!!! |
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| Quase chegando no Cabo da Roca - Amo girassóis! |
O Cabo
da Roca fica na Freguesia de Colares e é o ponto mais ocidental da Europa continental. Para saber mais, acesse: CABO DA ROCA.
Havia um vento muito forte e muito
frio, que chegava a desequilibrar a gente. Contudo, a luz do sol mais uma vez
proporcionou uma vista incrível.
O Cabo da Roca eu considero um dos
mais belos que já vi. Com certeza está entre os meus 10 mais belos lugares de
Portugal.
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| Farol do Cabo da Roca |
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| Farol do Cabo da Roca |
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| Farol do Cabo da Roca |
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| Cabo da Roca |
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| Cabo da Roca |
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| Detalhe do monumento |
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| Cabo da Roca |
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| Cabo da Roca - vento demais e desequilibra |
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| Cabo da Roca |
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| Cabo da Roca |
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| Segura a boina! Senão... era uma vez uma boina... Muito vento. |
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| Cabo da Roca |
O Cabo da Roca merece muito ser visitado!!!!
Já entardecendo e há mais dois destinos esperando a
visita: Cascais e Estoril.
Para este roteiro todo é preciso sair mais cedo de Lisboa pelo menos uma hora e meia antes, pois com o tempo de espera no trânsito erro de rota, ficou bem apertado. Todavia, era dia de pegar o carro na locadora, o que retardou a saída.
Bom, rumo a Cascais, para visitar a Boca do Inferno e o Forte do Guincho.
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| Boca do Inferno - Cascais |
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| Boca do Inferno - Cascais |
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| Boca do Inferno - Cascais |
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| Boca do Inferno - Cascais |
Para finalizar, queria um por do sol no Forte do Guincho, mas aí o GPS parou de funcionar... E Estoril ficou só na memória e apenas esta foto no caminho:
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| A caminho de Estoril para voltar para Lisboa |
Como o GPS que levei deu pane
em Estoril (o GPS do celular salvou a pátria!), o jeito foi mesmo ir à locadora
em Lisboa (na verdade era em Prior Velho) e avisar do problema do óleo do carro
e alugar um GPS. Trocaram o carro na hora, o que foi ótimo porque o Megane
fazia quase 20 km por litro de diesel e o Focus (o primeiro carro que peguei)
fez em torno de 11 km por litro de Diesel. Enfim, com outro GPS e outro carro,
rumo ao hotel descansar para o dia seguinte de viagem.
Uma observação importante: nunca deixe o GPS ligado quando sair do carro. A bateria acaba todinha e precisa de um tempo para recarregar do zero. Foi isso o que aconteceu... Se tivesse deixado desligado, ao ligar receberia a mensagem de bateria fraca, antes de se esgotar, e não teríamos ficado na mão nem teria sido necessário alugar um. Deixei o meu GPS ligado no meu computador em casa por duas horas e voltou a funcionar como antes. O desespero e a impaciência não são nada produtivos. Sempre melhor relaxar e tentar encontrar a solução. Encontrou-se uma solução (o GPS do celular), mas se simplesmente tivesse deixado carregando no carro, até chegar em Lisboa, já estaria funcionando de novo. Vale a lição! Também bem produtivo ter a opção para GPS em celular para o caso de o do carro parar de funcionar. O do celular dizem gasta muitos créditos da internet. Então melhor ter o tradicional e o celular como segunda opção.
Ainda assim, não dá para desfazer o dia lindo que tivemos neste roteiro, que um dia quero voltar para ir ao Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, em Sintra e demais lugares de Cascais e Estoril. Fica pertinho de Lisboa e por certo farei isso na próxima viagem para Portugal, em maio de 2015. Aí posto aqui as maravilhas que ficaram para trás.